.sem garantias.

Publicado: 29 de agosto de 2010 em Uncategorized

.sentada na coxia, ela esperava. não sabia por quem. só esperava que alguém viesse. um rato passa apressado para dentro do buero. ela continua com a face de cera, inexpressiva e pálida. no entanto, havia dentro dela uma ebulição que eclodia: uma vontade assassina.

.um carro para. cor de chumbo, quatro rodas turbinadas. garantia de sexo caro. ele sinaliza. ela se levanta, ainda com a cara de cera. era magra, alta e ruiva. vestido preto, curto e justo. olhos verdes e sem brilho.

.porta aberta. ela senta, muda. encara o homem de blusa de botão. muda também no sexo. fazia tudo, sempre com a cara de cera. serviço completo. o que pedir. era profissional. a única garantia que queria era o dinheiro em cima da mesa de centro.

.na parada do ônibus tirou um cigarro da bota preta. não tinha fogo. pediu a um medigo sentado na calçada. dali há pouco estaria de novo em casa. na cama, o marido a esperava, sempre dormindo. ela não conseguia dominar sua vontade assassina.

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