Arquivo de junho, 2010

.foi burrice.

Publicado: 30 de junho de 2010 em Uncategorized

.30 de junho de 2010. quarta-feira, 10:55 da manhã. tenho 21 anos e cinco meses e hoje começa uma revolução. mais do que mudar e refazer as coisas, construirei outras. começarei desde o início.

.sabe-se lá porque, tenho vagas lembranças de minha infância. não lembro direito se fui triste ou feliz. parece que a memória vai apagando o tempo. numa mente sem lembranças seria mais fácil agir, sonhar e viver. não, mãe, infelizmente não podemos apertar o delete e limpar tudo. nossa mente não é um HD. mãe, vou me lembrar de cada detalhe dos últimos tempos. apesar de tudo, minha memória é de elefante. é fato. a não ser que eu tenha alzheimer daqui há alguns anos. sei lá.

.eu pensava que tinha o controle total da minha vida. pensava que eu podia escolher meus caminhos, as pessoas, as coisas. que nada. quanto menos a gente espera, deixa-se cativar por quem nunca imaginou. sim, eu tive raiva de você. mas eu realmente não quero ter o controle de nada. não quero prever meus atos e pensamentos. nem conseguiria.

.a revolução hoje começa dentro de mim. pisei em alguns cacos de vidro, topei e caí em alguns buracos pela estrada. um cachorro velho lambeu minha feridas; segurei a mão de amigos; sentei no colo materno. mãe, eu já disse que te amo? não? eu te amo, mãe. foi essa vergonha sem motivo que fez  esse nó na garganta.

.hoje eu fechei meus olhos. não lembro dos sonhos de ontem à noite, mas  há pouco, construí outros dentro da minha cabeça. lavei a minha alma e o meu corpo. deixei tudo para trás. comigo, carrego somente o amor por algumas pessoas que eu não escolhi e algumas paixões que me escolheram.

.prometo que não será mais como antes. errarei. sou humana. mas não desistirei fácil. meu signo é aquário. mãezinha, desculpe, mas eu não vou fazer tudo certinho. eu vou fazer. só. a verdade muitas vezes doeu na minha cara. vi no espelho. mas a verdade também fez crescer a alice. tudo que eu senti, pensei que era medo e nem era. paralisei e nem era. sofri, chorei e nem era medo, mãe. eu deixei as coisas acontecerem. foi burrice. depois de tanto tempo, eu devo ter aprendido…

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.breves impressões de várzea alegre.

Publicado: 27 de junho de 2010 em Uncategorized

.a desconfiaça de visitar uma cidade interiorana continuava dentro do microônibus. 16 pessoas incluindo o motorista. cantorias descontroladas. empolgação pelo desconhecido. um objetivo: entrevistar um pintor polonês. talvez dois objetivos: explorar uma terra que, para a maioria parecia atrasada e inabitável. um bando de colonizadores.

.doce ilusão. o clima de várzea alegre, fresquinho durante à noite, deixou invejosos os habitantes da capital. o céu, durante o entardecer, mais parecia aquarela, numa transição entre o alaranjado do sol que se punha e o azul escuro iniciando o breu da noite. do lado esquerdo, a lua cheia amarela imperava no céu.

.a mata seca era cenário de filme brasileiro, mas o sorriso do povo não passava nenhuma tristeza ou insatisfação. era puro orgulho, simplicidade, aconchego, que nos receberam com amizade.

.assim comemos bem, dormimos bem, mudamos nossas mentes preconceituosas. eu, pelo menos, mudei a minha. passei a respeitar mais um novo sotaque carregado no di e no ti. até achei muito bonitinho e autêntico, por sinal. só não aprendi a ser tolerante com gente preconceituosa, que acha que tem o rei na barriga, só porque vive em meio ao asfalto e o cimento. tristes desses, que não sabem o que é comer o alimento recém colhido, conversar na calçada, ter respeito pelo vizinho.

. mesmo continuando a ser urbana, posso dizer que as minhas impressões dessa cidade, onde comi vatapá em uma autêntica festa junina e apertei a mão de gente simples e honesta, foram muito melhores que algumas cidades grandes a pouco exploradas.

.os véi da minha rua.

Publicado: 25 de junho de 2010 em Uncategorized

.10 para as 8 manhã. religiosamente ele está lá. sentado no batente da calçada o senhorzinho de cabelos brancos muito bem penteados faz palavras cruzadas. talvez para evitar a perda de memória própria da idade senil.

.de bermuda e blusa de linho, sandálias de couro recheadas com meias azuis até o meio das canelas, ele parece ainda inserido em um tempo muito antigo, onde ainda não fazia tanto calor em fortaleza.

.e ele está sempre lá. no mesmo lugar. no mesmo horário. dia desses percebi que ele trocou as palavras cruzadas por um livro. um calhamaço, por sinal. passo e ele olha para mim, como se me esperasse ansiosamente. coisa da minha cabeça? provavelmente sim. sempre tenho essas sensações estranhas e sem sentido algum.

.um encontro marcado com um personagem de outras vidas? sei lá. faz tempo que eu já não duvido de nada que nesse mundo aconteça, ou digam que aconteça. a verdade é que ele me parece uma figura familiar, quem sabe de um avô que nunca tive. um amor que nunca foi meu.

.esses breves segundos que duram meus pensamentos, instantâneamente são trocados por outros. logo depois da calçada onde escontrava-se o senhor, do qual nem mesmo sei o nome, passo por uma  calçada conhecida. Blerrrhhhh! de novo me dá aquele embrulho e o café da manhã pensa em voltar. lá se vem ela de novo. parece perseguição. todos os dias sem falta, ela “me presenteia” com a um sonoro pseudo vômito.

.a senhora que mora na casa por onde passo emite sons estranhos. eu deveria estar acostumada. mas é que, com a cabeça já ocupada por pensamentos, tenho-os interrompidos por esse som (Blerrhhh!) quase que macabro. aquela velha um dia me mata de susto.

.fico imaginando como é essa velha. até mesmo porque nunca a vi. somente a ouço. devem-lhe faltar dentes. é magra e enrugada. uma bruxa de contos de fadas? vai ver foi ela quem deu a maçã à branca de neve, e, desde então, permanece engasgada com o pedaço da fruta proibida. e eu que aguente os barulhos dégoutants. eca!

.é. esses são os velhinhos da minha rua. assim, sigo até a parada do ônibus, portal de passagem para o suado trabalho.

.breves impressões de sampa.

Publicado: 24 de junho de 2010 em Uncategorized

.olho para as massas humanas ao meu redor. sinto-as frias e sem cor. algumas são de um bege pálido, outras cinza, outras negras e outras nem mesmo representam cores definidas.

.sentada no sofá de couro marrom, requintadíssimo por sinal, vejo me em um solitário espectro de luz. no entanto, não me encontro privada do barulho das conversas superficiais de gente elegantemente superficial, com suas vidas superficialmente de negócios, suas roupas frígidas e seus sorrisos falsamente pintados nas faces de cera.

.através do vidro da mesa de centro, encarava a mulher loira de casaco vermelho. era o único ponto iluminado na atmosfera cinzenta daquela sala.

.presunto de parma? prefiro mortadela. muzzarela de búfala? não obrigada. não. quiche de espinafre não. ah, que saudade do baião de dois materno!

.estofado de couro. da janela do carro vejo os constrastes da cidade. logo após os arranha-céus cinzas, o grande aglomerado de coloridas construções improvisadas.

.no banco da frente, um sotaque pernambucano. “a grande maioria dos motoristas  daqui vêm do norte/nordeste. paulista não quer trabalhar nisso não”.

.desde a primeira vez que o vi, logo reconheci no sorriso simpático um conterrâneo de clima, de região, de nordeste. foi o único momento no qual troquei mais de dez frases com alguém naquele lugar.

.aeroporto de guarulhos. 14h30min. 16°C. tchau seu erivaldo. foi um prazer. obrigada e boa tarde para o senhor.

.fortaleza, antes renegada, traz saudades dessa conterrânea ansiosa pelo reencontro. quando chegar em casa, vou comer uma tapioca com côco.

.dos males da falta.

Publicado: 22 de junho de 2010 em Uncategorized

.dia desse me perguntaram se eu estava carente. falei que não. depois de seis meses de realcionamentos pautados apenas na superficialidade, parei pra pensar na situação.

.no momento do questionamento, a resposta foi prontamente negativa. naquela hora, ser carente me soou perjorativo. no entanto, com minha cabeçinha descontroladamente pensante, fui matutar sobre o assunto.

.carência: falta de algo que se quer ou de que se precisa;  CARECIMENTO; NECESSIDADE; PRECISÃO; PRIVAÇÃO. bem, depois de recorrer ao tio aurélio, fui pensando por partes e cheguei a algumas conclusões não muito conclusivas. entendam como quiserem.

.sim, eu sinto falta de estar com alguém de maneira mais integral, com mais envolvimento. no entanto, não chega a ser precisão, carecimento, necessidade. pelo menos, ainda não. não cheguei nessa fase. ainda bem. (rs)

.posso dizer que carência sempre tive. carência das pessoas sempre por perto. carência de vida. nunca estamos satisfeitos não é verdade? eu nunca estive. o que seria de nós se não fosse essa vontade de querer mais? essa ambição pela vida? estaríamos estagnados para sempre.

.penso eu que o importante, nesse meio tempo, é não esquecer de parar e prestar atenção nas coisas gostosas que, muitas vezes, passam despercebidas pelos nossos olhos ansiosos por viver o futuro.

.exemplos são vários. as crianças sabem melhor que ninguém. pegar. isso mesmo. criança tem vontade de pegar tudo o que vê. tudo bem que nós não podemos nem devemos fazer isso, mas também não nos está proibido de todo. sentir a textura de uma mão que não seja a sua. o quente de uma abraço apertado…hummmmmm. pegar a comida com a mão. se lambuzar. fazer cafuné em alguém (pode ser no cachorro).

.e não estamos restritos ao sentido do tato. cheirar também é bom demais. um cangote cheiroso. uma flor roubada da casa alheia, uma fruta madura. cheiro de papel. chirinho de neném. prestar atenção nas cores, nas luzes, nas sombras, nos rostos, nos detalhes da vida. fechar os olhos e  escutar o barulho do vento, do coaxar dos sapos, decorar a voz dos que ainda estão presentes na sua vida. escutar as pessoas. sussuro no ouvido. sotaques. adoro sotaques. música. qualquer uma. cantar. cantar no chuveiro.  dançar sozinho no quarto ou juntinho na chuva. sentir gostos. chocolate. café. comida da mãe. beijo na boca.

.remédio pra carência é sentir e só.

.pintor: “ela prefere imaginar uma relação com alguém ausente do que criar laços com aqueles que estão presentes.”

.amélie: “hummm, pelo contrário. talvez faça de tudo para arrumar a vida dos outros.”

.pintor: “e ela? e as suas desordens? quem vai pôr em ordem?”

.sim…quem vai pôr em ordem minhas desordens? não. não falo da toalha em cima da cama, da chave esquecida do lado de fora do apartamento, do tênis jogado no canto da sala, todos fazendo parte de minha desarrumação habitual. falo das desordens da minha cabeça, dos meus pensamentos.

.são mesmo tempos difíceis para os sonhadores como eu, que imaginam diálogos, prevêem o futuro e falam com a própria consciência, negando o presente e a realidade em que vivem. eu me escondo de mim mesma.

.pintor: “estranho o destino dessa jovem mulher, privada dela mesma, porém, tão sensível ao charme das coisas simples da vida…”

.eu? ah…eu gosto de tantas coisas! eu gosto de fechar os olhos e sentir o vento nas bochechas. gosto de ver tudo alaranjar quando o sol bate nas pálpebras cerradas. gosto do barulho de cream cracker. gosto do cheiro de bolo assando. gosto da sensação de banho recém tomado e do gosto de café impregnado na boca. gosto de cafuné e beijo estalado no ouvido. de um elogio em um dia que parecia infernal. gosto de mudança de planos. de surpresa boa. gosto das coisas fora do normal. 

. se a realidade não me agrada, crio então outra para mim. não mais bonita que esta, mas pelo menos uma realidade que entre nos parâmetros da minha louca e fértil imaginação. as coisas precisam ter graça. soarem de forma especial. meu mundo é vermelho berrante. meus sonhos são azul turquesa. minha tristeza é lilás pálido. meu grito é laranja e o meu amor é um espectro de luz.

.minha euforia é rock n roll. minha despressão é um tango. minha declaração de amor é bossa nova. minha infância é ciranda e dançar quadrilha com o par que eu não queria.

.entre devaneios e realidade, ao contrário da maioria, nesta noite decadente de sexta, procuro qualquer desculpa para uma insônia. escrevo coisas sem sentido, penso, deliro. construo meu mundo. quero meus caprichos atendidos.

.hoje eu comprei um salto alto. com a maquiagem, coloquei uma máscara e senti-me poderosa. uma segunda identidade. o batom vermelho era um escudo para palavras que eu tinha medo de dizer, ou não queria. desviei meu olhar. eu quis beijar estranhos na rua. eu desejei uma trufa de chocolate (meio amargo, por favor).

.hoje eu desci do ônibus com um gosto de féu na boca. dançei a valsa dos mortos. ressuscitei no sorriso de uma lembrança. molhei-me em uma chuva imaginária. beijei meu ator preferido. briguei comigo mesma. chorei. ri e dançei. debruçei-me na janela. falei com os gerânios. dei boa noite para estranhos. despedi-me das estrelas no céu e dos sapos no parque. pensei que era alice. não. não. eu era narrador/personagem do meu próprio mundo. da história que eu inventei. 

.ps.: “pois estragar a propria vida é um direito inalienável”. depende do que se entende por “estragar a vida”.

.adoro churrasco.

Publicado: 17 de junho de 2010 em Uncategorized

.sentiu a língua quente e úmida na orelha, depois nas bochechas e nos lábios. o hálito conhecido despertou-lhe para a vida. “quem sou eu? ah, sim. ainda sou eu. ainda estou por aqui. ainda nessa rua imunda.”

.olhou ao redor. a cabeça doída de fome. um enjoo matinal também de fome. mas o que colocaria para fora? somente as amarguras da vida e os sapos que engoliu em sua passagem por esses lado de cá. melhor tentar conseguir algo comestível por aí.

.ainda sonolenta e tonta, ela desequilibrou-se e caiu de bunda no chão. o cachorro, abanando o rabo, pulou em cima dela. “não entendo como essa criatura pode ser tão feliz de bucho vazio e sem teto pra morar. só pode ser doente!”

.com esforço, conseguiu pôr-se de pé. ajeitou os cabelos desgrenhados com as pontas dos dedos e caminhou até o final do beco onde dormira nas últimas semanas. na esquina havia um restaurante chinês e, no lixo deixado durante a madrugada, ela procurava restos de comida.

.abriu a lata. as moscas zumbindo, pareciam guardar o alimento. fez um movimento com as mãos para afastá-las de lá. hm…yakissoba de frango. “vamos comer chique hoje, hein?” meteu a mão suja no macarrão, retirando algumas formigas indesejáveis e enfiou com gosto na boca. estava gostoso, não fosse o leve azedo surgido no final da degustação, dada as tantas horas do preparo do alimento. “besteira! o que não mata, engorda. e eu tô só o osso!”

.jogou uma parte no chão para que o cachorro também ganhasse um pouco de gordura corporal, pois enfrentariam o frio da noite, sem cobertor, sem travesseiro, sem nada. nessa hora, olhou para as unhas compridas e encardidas. a pele, que um dia havia sido branca, também era encardida. “quanto tempo faz mesmo que não tomamos banho? 2 semanas?” cheirou as axilas. “arg! precisamos pular naquela fonte da pracinha de novo!”

“vamo cachorro! deixa de sorrir com essa cara de idiota e anda!” seguiram então pela rua do restaurante observando os ônibus que passavam. tropeçou no paralelepípedo da calçada e, não só quebrou o cabresto da sandália surrada, como também arrancou o chaboque do dedão do pé. “porra! Logo na unha encravada!” jogou a sandália fora e foi andando descalça. “aquela merda não servia mais pra nada mesmo!”

.o céu cinza desmoronou de vez. são pedro rebolou um baita balde d’água em fortaleza. e quem não tem onde se abrigar, não precisa correr da chuva, não é verdade? mas, vai dizer isso pro cachorro. esse, fugia de água como o diabo fugia da cruz. saiu correndo desembestado. Na mesma hora que o siqueira papicu passa em alta velocidade, como de praxe, dado o abuso habitual dos motoristas despeitados dessa classe de coletivos. tchau. era uma vez um cachorro. amém.

.passado o susto e a emoção de ver seu companheiro de aventuras estirado no chão, ela entra em estado de reflexão interior pra dentro do âmago de sua própria existência. “nossa, essa cachorro era muito bondoso mesmo! parece que sabia que há dias eu sonhava em comer churrasco.”

.síndrome pós dia dos namorados

Publicado: 16 de junho de 2010 em Uncategorized

.segundo o calendário ocidental, hoje é dia 16 de junho. superado o dia dos namorados (sem namorado) com todas as pressões sociais, psicológicas e midiáticas sobre as solteiras por opção ou não, começa a síndrome do pós dia dos namorados. vai ficar pra titia hein?

.depois de muito pensar no seu estado civil durante esse período, você fica meio que paranóica. você fez promessa pra santo antônio, investiu em gente que não merecia, se emperequetou para ir a festas e nada. o dia passou e você curtiu solteiríssima com suas amigas também solteiras. ótimo. a depressão passou longe. no entanto, depois da data fatídica, o assunto impregnou em seu inconsciente.

.você olha para os casais ao redor e diz: povo não tevem vergonha de ficar se agarrando assim não? puro despeito!  você passa a se perguntar por que também não está de mãos dadas com alguém, curtindo a dois… se os outros te dizem que você é bonita, inteligente, simpática… até aquele seu amigo disse que casaria com você, se ele não fosse gay. por que então ainda está solteira? por que é tão difícil achar um par decente? seletividade extrema? não mesmo.

.ou os homens têm medo de chegar, ou os que chegam são cafas ou não te atraem. nunca há reciprocidade. o problema é esse. e por quê? sei lá. se eu soubesse já não estava mais solteira. ou não. solteirice tem suas vantagens.

.as mulheres modernas e independentes geralmente ficam mais tempo sós por que não estão dispostas a serem submetidas pelos homens. querem sua liberdade, têm iniciativa, colocam o trabalho acima de muitas coisas. são consideradas insensíveis. o problema, eu vos digo, é que os homens hoje, já não dão mais conta de nós.

.ao invés de ficar procurando, você decide deixar a vida te levar e esperar pelo paquera no supermercado. na farmácia, quem sabe. será que é filho do dono da padaria? aquele amigo da sua irmã que te viu de calçinha aos 7 anos de idade? durante essa síndrome, a gente fica assim, pensando onde “ele” pode estar. aí deixa-se passar aquele que poderia ser de fato seu pretendente. abre os olhos e te orienta! daqui a pouco não será nada estranho ver mulheres beijando sapos por aí…

.21 coisas que aprendi em campina grande.

Publicado: 13 de junho de 2010 em Uncategorized

.foram tantas emoções. aprendemos muita coisa no intercom de campina grande. se eu esquecer de alguma, perdoem. é que foram inúmeras:

1- aprendi que o certo é o errado e o errado é o certo, ou seja, como são as coisas são as criaturas;

2- aprendi a puxar conversa com o motorista e fingir que conhemos a cidade para não sermos enganadas;

3- aprendi a conversar com estranhos e pegar carona na maior cara de pau;

4- aprendi a negociar com taxista para levar 5 por 15 reais;

5- aprendi que é feio combinar a sombra com a roupa, né gisa?

6- aprendi a rir até chorar e dar uma dor no bucho;

7-aprendi a tomar café da manhã/almoço para economizar dinheiro;

8- aprendi a fazer digestão prolongada;

9- aprendi que sempre devo usar desodorante 24 horas;

10- aprendi a nunca usar bota e meia preta no calor;

11- aprendi a dar desculpas para paquera indesajável, né herbenya?

12- aprendi a tomar coquetel 2 por um na barraco do coisa ruim;

13- aprendi que não se deve comprar santo antônio com o menino pregado;

14- aprendi que não se deve tomar banho com a torneira quente do chuveiro para não cozinhar;

15- aprendi que as aparência enganam, mas que muitas pessoas nunca nos enganaram (rs);

16- aprendi não se deve entrar na igreja antes de saber de que religião ela é, para fazer o ritual correto, afinal deus é igual em todo lugar;

17- aprendi que o povo bunito de campina grande tá antes da pirâmide e que o povo feio tá depois;

18- aprendi a diferença entre travesti, dragg e transsexual;

19- aprendi que a gisa é gente boa e a herbenya é muito engraçada;

20- aprendi que a gente não esquece quem nos alimenta;

21- por fim, aprendi que comer c…. é paia, doido!

.ensinamentos para a vida…

.lá vem o busão!

Publicado: 9 de junho de 2010 em Uncategorized

.cadê? cadeeeeeê, meu deus? não bastasse o calor infernal, ainda tem a maldita greve dos ônibus. e eu, que prometi não falar mais desse veículo. mas não dá. acho que passo um terço da minha vida lá. um terço é exagero, mas valá. é um bocado de tempo!

. e se coletivo em dia normal já é o inferno na terra, imagina em dia de greve. tudo bem que os motoristas têm direito a reivindicarem seus direitos, mas não poderia ser de outra forma? ô classe mal educada. vô te contar. se eles já são brutos todos os dias, agora então… dia desses eu fiquei passada ao encontrar um que foi bastante educado. tive de agradecer tamanha preteza.

.enfim…voltando à manhã apocalíptica de aujourd’hui (lê-se ôjurduí = forma afrescalhada de dizer HOJE), cheguei com meu visual produzido na parada de ônibus (¬¬), que, por sinal, estava lotada. e por quê? porque acho que tem uns 20 ônibus circulando nessa cidade (exagero²).

.os coletivos passavam de 20 em vinte minutos. nenhum era o meu (¬¬). para completar, quando eles chegavam, era tanta gente, tanta mundiça junta, que não cabia nem a banda de um anão. pra completar o motorista fechava a porta e espremia o povo contra os vidros. se alguém flatulasse ali, era explosão na certa.

.não satisfeitos, alguns motoristas (logo os que estavam com o ônibus vago) passavam direto só pra fazer a maldita. isso aconteceu com o meu 2 vezes. motorista é uór. ô raça nojenta do meu abuso! tomara que fiquem sem aumento!

.e quem saiu lucrando com essa história foram os topiqueiros. era tanta gente de topic, que nem as portas eles fechavam. ia igual aqueles coletivos da índia. ô marmota!

.sei que já era 8 e meia. eu já pensando do carão que eu ia levar de minha estimada chefinha. “se eu chegar já vai ser lucro”. lá se vem um circular. passou o filha da puta. hm…logo atrás o parangaba náutico. essa dá. é tu mesmo, meu filho. tá lotado? não tô nem vendo. vô adentrar o recinto de qualquer forma.

. e lá se fui eu. quebrando todas as leis da física, consegui não só entrar, como penetrar entre aquele povo. é com grande vergonha que confesso: eu tive que tirar uma xérox legal de um cara. mas foi sem querer gente. eu juro! até porque, nem bonito ele era. e eu começei a rir dentro do busão.

.uma louca atrás de mim dizendo que tava passando mal. eu suando feito uma porca antes do abate. um cara puto porque não conseguia passar esculhambava todo mundo. tava vendo a hora rolar um fáite ali dentro. paguei todos os meus pecados. ficar ali era  pior que encontrar o demo.

.não sai, fui cuspida daquele veículo. graças a deus,  com vida. não fui pisoteada nem sufocada. só traumatizada pelo contato extremamente íntimo com pessoas desconhecidas. o suor alheio impregnado. eca!

.e os motoristas hein? queria saber se os cidadãos de bem tem culpa. a gente paga nossos impostos e não tem nem direito a um transporte público decente. até sardinha em lata tem mais espaço. quantas mulhres não sairão grávidas desses coletivos? deveriam era ir lá na prefeitura reclamar com a lôra que era melhor. e a gente que se lasque! #owabuso!