.saudosa assassina.

Publicado: 23 de abril de 2010 em Uncategorized

Por ser uma pessoa patologicamente indecisa, simplesmente ela não sabia qual seria a escolha mais adequada a ser feita. Inicialmente a contestação foi negativa, apesar de uma luta metafísica com seu teimoso inconsciente. Não obteve, todavia, o sucesso desejado, sucumbindo às vontades de um coração voluntarioso.

Foi então que ela decidiu arriscar a segunda opção, entregando-se a um inevitável e excitante romance ilícito. Ele exercia sobre ela um fascínio quase que criminal. A moça sentia, pois, raiva de sua impotência diante do evidente caso de delito. Mais precisamente do art. 217 da Constituição brasileira: sedução. Um crime contra os costumes. Fatalmente irrevogável.

Porém, rendendo-se ao que outrora julgava jamais aceitar, ela assassina o próprio juízo. De fato, já louca de amores, não dava mais importância às conveniências sociais. Correndo os riscos de sua decisão impulsiva, ela gozou dos prazeres do amor. No entanto, dessa vez foi ela a ser a vítima de um homicídio. Crime qualificado e conspiratório. Não foi ela a sujar as mãos. A saudade, ao invés de morta, matou.

comentários
  1. Deivide de Sousa Oliveira disse:

    vaya…rememorando a escrita!!!
    ><
    gostei!

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