Arquivo de 8 de janeiro de 2010

.pessoas.

Publicado: 8 de janeiro de 2010 em Uncategorized

.do mesmo jeito  que tem gente que torna os nossos dias mais alegres e consegue arrancar-nos nem que seja um sorriso amarelo nos dias de tristeza fazendo nascer uma rozinha de hiroshima nas pedras da solidão, há aquelas que fazem questão de te tirar do sério e acabar com qualquer dia feliz. sei que é uma assunto um pouco “denso” e até forte para se tratar assim, tête à tête, mas fazer o quê? encaremos os fatos e a vida como ela é.

.uma manhã feliz pode se transformar em uma tarde cinza. e não falo da chuva. falo da atmosfera emocional do babado. você, uma pessoa aparentemente equilibrada, calma e serena pode, ao ser submetida a uma situação de estresse (irritante, diria), despertar um eu interior que poucos conhecem. é. a ira pode se apoderar de você e te transformar num bicho estranho. isso me fez pensar em uma coisa, que eu possa até vir a me arrepender, mas que, no calor do dado momento, me invadiu a cabeça. pensei que o mundo seria muito melhor se as pessoas nascessem órfãs. você deve estar se perguntando se eu estou louca, mas posso dizer que, apesar de parecer paradoxal, isso faz muito sentido. pensa bem. se a gente não tivesse família poderíamos ser quem quiséssemos e do jeito que quiséssemos desde pequeno. não seríamos influenciados pelo “lar” em que nascemos. poderíamos, com o tempo, escolher com quem deveríamos nos relacionar, não haveriam as amarras sociais, as pessoas não teriam seu eu tão reprimido e isso acabaria, pode ter certeza, com várias horas inúteis de psicanálise. por que família a gente nem pode escolher. não gostou? paciência! esta, como sempre, me falta.

.esse pensamento me leva a um outro. menos cômico e mais triste, diria. pensei que eu, que (felizmente ou infelizmente) não tenho como maior sonho casar com um homem rico, ter uma mansão e filhos perfeitos terei um caminho bem mais árduo a percorrer. quem mandou não ser uma moçinha romântica e cheia de sonhos de princesa? faz tempo que a cinderella deixou de ser meu filme preferido. se meu sonho é  fazer o que gosto, ter a mala sempre pronta pra viajar, construir minha própria vida, e, óbvio ter uma família, tenho que correr atrás. só que eu sou meio bicho do mato. olhei uns retratos do médico no consultório e pensei se um dia conseguiria construir uma família dessas, de foto de consultório médico. tudo que envolve pessoas sempre foi muito complicado pra mim. mais fácil quando tudo só depende da minha pessoa. uma família é um grande feito. mas eu quero ser uma mulher de verdade, com um marido de verdade, filhos de verdade. não quero fotos. se não for assim. prefiro uma vida nômade, ocupada por lembranças de lugares. porém, essa vida seria superficial. querendo ou não, apesar de serem complicadas, precisamos das pessoas. e, no fundo, mesmo com essa minha falsa auto-suficiência, eu sempre tive muito medo da solidão.

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